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Segunda-feira, Março 31, 2003
"Rato não fica doente! Onde já se viu? O rato está sempre bem. Se o rato fica doente, chega IMEDIATAMENTE um predador e ataca o rato, que deixa de existir! Rato doente é rato morto.
O rato vivo está sempre bem."
(Klause, dito "professor de psicologia", há dez anos, em março de 1993, dando um show perante fileiras de calouros assustados da publicidade da UFRJ, que começavam a aprender o significado do termo "picaretagem";
Acho que os recursos tecnológicos atuais já permitem responder ao Klause)
Rato manco
Controlado por teclas
Não andando com o próprio nariz
Não clicando com os próprios botões
Mal se arrastando com o próprio rabo
Deixando rabeira de mau contato
Rato hoje vive mancando
Rato hoje não se manca de morrer
Rato atualmente
Também é gente
Também se sente
No direito de morrer.
(pausa para alívio na consciência de não estar ganhando um centavo com essa baboseira que escrevi, muito menos estabilidade no emprego)
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PUPA
(Luiz Alberto Benevides, 31/3/2003)
Como um pelicano paranóico em meio ao fog
Ando me sentindo claustrofóbico neste blog.
Sei lá o que escrevo, nem sei do que trato,
Não sei o que faço pra sair do formato.
Assim, por enquanto, meu canto verdinho
Fica rarefeito, mal-feito, feinho
Mas deixe estar que o humor logo aquece
Devagar com o andor
Vou testando o sabor
Do que está ao meu dispor
Em termos verbais
Que aí, logo mais,
Lado Z amadurece.
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Sábado, Março 29, 2003
COM MEUS CUMPRIMENTOS AO ANDY
(amigo de São Carlos)
Se escrever poesia é nadar
Até chegar à margem direita
Pergunto a vocês
Quantos poetas subversivos de esquerda
Subverteram isso, escrevendo em japonês?
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Segunda-feira, Março 24, 2003
O QUE FAZER NÃO FALTA (MAS O QUE FAZER?)
Às vezes eu penso por quê que não posso escrever em prosa aqui.
Aí me lembro que o intuito era manter um blog poético.
Aí me lembro que o intuito se desvirtou a partir do momento em que virou um blog comentador e citador.
Às vezes eu penso que isso não depõe contra ele.
Aí,
Às vezes
Eu tenho a idéia de escrever algo que não seja nem poesia, nem fragmentos, nem citações, só uns dois dedos de prosa.
Penso então
Que isso nunca foi tentado.
E chego à conclusão
De que, por mais que eu rale,
Sempre terei essa alma
De desocupado.
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Terça-feira, Março 18, 2003
LADO Z - ÂNGULO CITADOR
"Ler é saber o que está escrito."
"Eles escolhem e nós detestamos."
"Nós comemos em voz alta."
(Julia Benevides, irmã brilhante, 1990)
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E aqui inauguramos sem mais delongas o
LADO Z - ÂNGULO CITADOR
"não vou ficar gastando meus miaus por quaisquer dez reais de mel coado"
(Juliana Cruz Lopes, 18/3/2003)
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Terça-feira, Março 11, 2003
LADO Z - ÂNGULO COMENTADOR
"Carunchos adoram aveia. Mas abominam pó de café (constatação feliz após limpeza de armário de cozinha)."
(Deborah Capella, em http://messblog.blogspot.com - desculpe, Deh, o *#@$% "inserir link" não está funcionando)
Café com aveia. Se misturarmos os dois em quantidades idênticas dentro do mesmo pote, o que teremos? Carunchos kamikazes que morrem pela boca? Ou aveia suicida, dando a vida para não ser deflorada?
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LADO Z - ÂNGULO POETICOMENTADOR
(transição entre o poético e o comentador)
"Essa minha cara de pau não dá cupim..."
(Juliana Cruz Lopes, em www.mentecapta.blogger.com.br)
CARAS DE PAU
(Luiz Alberto Benevides, aqui mesmo)
Cara de pau
Ao molho madeira
Cupim bem-passado
No forno a lenha
Pouco depois, distraídos,
Cupim roendo carne
Juliana comendo papel
Não é que um olha pro outro
E os dois se tocam da troca
Mas pra não dar o braço a torcer
Continuam os dois a comer
Ele morre de congestão
Ela toma um sal de frutas
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LADO Z - ÂNGULO COMENTADOR - Emenda 1
Os ângulos poético e comentador podem se fundir, se mesclar, se sobrepor, se sobrepujar, se subjugar, se superar sub-júdice. E tenho escrito.
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E é nesse dia aí em cima nessa hora aí embaixo que declaro solenemente inaugurado o
LADO Z - ÂNGULO COMENTADOR
Em momento diversificador, este bissexto blog entra numas de não se limitar a poesia. Teremos agora dois ângulos dentro do Lado Z: o poético e o comentador. O comentador se destina a chupar de blogs ou não-blogs fragmentos de besteiras ou textos idôneos a serem implacavelmente reduzidos a besteiras de forma ainda mais redutora.
O poético é esse aí que tus conhecem mermo.
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Quarta-feira, Março 05, 2003
PAUSA PARA FLASHBACK
Tum, dum, dum
Tum-dum-dum-dum, tum, tum
Tum-dum-dum, tum, tum
Tururundum, tum, tum
Tururundum,
Firurifiro (tum dum dum)!
Firurifiro (tum dum dum)!
Firurifiro (tum dum dum)!
Firurifiro (tum dum dum)!
Dança sim (sim-sim-sim-sim)!
Eu tô contigo
Dança sim (sim-sim-sim-sim)!
Sou teu amigo.
Pinta deeee vermelho teu nariz,
Olha lá no espelho
E sorri feliz.
Dança sim (sim-sim-sim-sim)! (ih, fiririri!)
Eu tô contigo (ih, firifiru!)
Dança sim (sim-sim-sim-sim)! (ih, firifiru!)
Sou teu amigo (ih, fiririri!)
Pinta um bigode com carvão (iiiiih, firuru!),
Pega o travesseiro (ih, firuru!),
Faz um barrigão.
Prrrum! Prrum! [bateria]
[arrebenta agora, teclado!]
Pinta, pega na tinta, pinta uma pintaaaaa (iiiiiiiiiiiiiiiii!)
Troca o pé do sapato e anda "pa" tráááás (plirurum, plirurum, plirurum, plirurum)
Cata estrelas no céu (hummmm)
Junta, faz um colaaaar (hummmm)
E coça a orelha com o polegaaaaaar (trrrum, trrum, trum!)!
Dança sim (sim-sim-sim-sim)!
Eu tô contigo (dzim dzirirum)
Dança sim (sim-sim-sim-sim)!
Sou teu amigo (dzim dzirirum)!
Uma beeela barba de algodão (plim, plim, plirirum),
Uma bengalinha (plirurirum)
Pra rodar na mão (ih, plurirurim!).
Dança sim (sim-sim-sim-sim)! (ih, pirururum!)
Eu tô contigo (ih, purururi!)
Dança sim (sim-sim-sim-sim) (ih, piruriru!)
Sou teu amigo (ih, purururi!)
E depoooois coloca num cartaz (ih, firuriru)
Bom é ser criança (ih, firuriru)
Bom é dançar mais.
PUM! PRRUM, PUM-DUGUDUM!
Pinta, pega na tinta, pinta uma pintaaaaa (iiiiiiiiiiiiiiiii)
Troca o pé do sapato e anda "pa" tráááás (plirurum, plirurum, plirurum, plirurum)
Cata estrelas no céu (hummmm)
Junta, faz um colaaaar (humm, hummm, hummmmm)
E coça a orelha com o polegaaaaaar (trrrum, trrum, trum!)!
Dança sim (sim-sim-sim-sim)! (furururi!)
Eu tô contigo (ih, firururu!)
Dança sim (sim-sim-sim-sim) (ih, furururu!)
Sou teu amigo (ih, firururi!)
Pinta de vermelho teu nariz (iiiiiiii, iiiii, iiiiiii, firururu!)
Olha lá no espelho (ih, firuru!)
E sorri feliz.
Dança sim (sim-sim-sim-sim)! (furururi!)
Eu tô contigo (ih, firururu!)
Dança sim (sim-sim-sim-sim)! (ih, furururu!)
Sou teu amigo (ih, firururi!)
Pinta um bigode com carvão (iiiiiii, iiii, iii, ih, firururu!)
Olha lá no espelho (ih, firuru!)
Faz um barrigão (firururi!)
Tum, dum, dum
Tururundum, tum, tum
Tum-dum-dum, tum, tum
Tururundum, tum, tum
Firurifiro (tum dum dum)!
Firurifiro (tum dum dum)!
Firurifiro (tum dum dum)!
(arranjo original: N. Pieretti. B. Peregrini.
Título original: Scommettiamo
Título da versão: Dança Sim
Nome do bendito ser que trouxe a cançao pro nosso país e pra nossa época:
EDGARD BARBOSA POÇAS, herói da seleção, compilação e produção...
que que eu posso te dizer, Edgard, senão "Tum-dum-dum, dum, dum; tundumdumdum, tum, dum!"?)
Zanzou por aqui Luiz com Z às 1:22 AM Clique aqui pra zumbir ou zurzir.
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