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{Quinta-feira, Julho 31, 2003}


LADO Z - ÂNGULO DESPRETENSIOSO


UAH
(Luiz Alberto Benevides, 30 pra 31/7/2003)

Cabeça nunca cai
Nem que o pescoço entorte
Mas sono vem e vai
No quengo sem suporte

A tela azula o rosto
Os olhos vêem mal
O corpo pede encosto
Só que na horizontal

Bom-senso chama à terra
Toma vergonha e dorme
E aqui o poema encerra
Preu desabar disforme.

*************************

(sinto muito, mas eu tinha que postar algo hoje)


Zanzou por aqui Luiz com Z às 2:44 AM
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{Segunda-feira, Julho 28, 2003}


LADO Z - ÂNGULO BABADOR

http://www.didentro.he.com.br/didentro-novo/2003_07.php#000183

Leiam e entendam por que todo blogueiro que se preze deve louvar e babar perante a grande Ione Yoshida de Moraes, Menina do Didentro, mestra das sutilezas, senhora das gargalhadas, maga dos plurais.

Recuperando-se de uma cãimbra de risos,
Luiz.

Zanzou por aqui Luiz com Z às 8:16 PM
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{Domingo, Julho 27, 2003}


LADO Z - ÂNGULO ESCLARECEDOR

Droga. Eu e meus grandes dedos.

Outro dia, fazendo uma alusão ao texto abaixo, digitei "Te quiero" pra uma amiga. Foi lido fora de contexto pela pessoa errada na hora errada, e agora tô aqui, pau da vida com o momento infeliz, divulgando o contexto pra poder ser entendido.

Desculpe se não me fiz entender, companheiro. Era só uma citação do hilário texto abaixo. Por favor, leia:

Homenagem do cartunista argentino Sendra ao genial Quino, inventor da Mafalda

"Querido Quino:

me resulta muy difícil expresar mis sentimientos en privado e inevitablemente tiendo a minimizarlos cuando estoy frente a quien debo manifestarle mis afectos. Por eso aquí, solo frente a mi máquina, sin ver reflejada mi propia imagen en tu mirada, puedo contarte que tengo ese horror masculino a decirte que te quiero, pero te quiero.

Intenté escribir 'te estimo', era más de macho, pero distante.
'Te aprecio', me pareció una artera puñalada por la espalda.
'Gusto de vos' demasiado insinuante y provocativo.
'Te amo', decididamente fuera de lugar, y además soy casado.
'Te adoro', una exageración mística.
'Te valoro', una bosta.
Por eso, porque no me queda otra, te tengo que querer, e te quiero.

Pero hay algo más. De vos aprendi mucho.
Te lo debo.
Espero sabértelo pagar.
Un beso.

Fernando, el Sendra."

(introdução das Obras Completas intituladas "Toda Mafalda", que desde maio tenho en español)

Será que me fiz entender agora?
Zanzou por aqui Luiz com Z às 1:15 AM
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{Quinta-feira, Julho 24, 2003}


O QUE EU IA DIZER antes de ser brutalmente interrompido pela morte da minha nova placa-mãe (sim, natimorta, logo na instalação), há quase três semanas, era que o poema abaixo, agora postado já há mais de um mês, se chama galope porque é um martelo agalopado.

O martelo é um poema de dez versos, cada um com doze sílabas e rimas emparelhadas. Trazido da Itália, o jeitinho brasileiro, especificamente na sua vertente nordestina, tratou de criar variações mais curtas, com dez ou onze sílabas. E é isso que se chama de martelo agalopado. Ou, só pra se aprofundar no jeitinho sintético do brasileiro: galope.

(gente, vocês sabem o que é ficar vinte dias com um post na cabeça? Agora, eu sei. E confesso/testemunho que não faz bem. Não sei como agradecer a essa brecha de tempo que me foi fornecida pelo amigão Wilmar.
Zanzou por aqui Luiz com Z às 12:10 AM
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