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Domingo, Novembro 23, 2003
LADO Z - ÂNGULO FRASISTA
DEFINIÇÕES DESSA VIDA INDEFINIDA - I
(Luiz Alberto Benevides, 23/11/2003)
*** Tatuagem não acrescenta. Não existe nada mais auto-suficiente do que a própria pele.
*** O amor é uma via de mão dupla. Em Murphytown, a ida é sempre desimpedida e a volta é engarrafada. Mas nem sempre. Às vezes é exatamente o contrário.
*** Testa de bebê só se compara a uma coisa: testa de neném.
*** A gente quer comida, diversão e arte. Mas mal consegue vale-refeição e TV aberta. Então, viva o grafite!
*** Quem gosta de mim levanta o dedo. Não estende a mão não, que eu sou pobre também.
*** Brinco na orelha, piercing no órgão sexual, algema no pulso, pisão na mangueira.
*** A estrada de mil tropeços começou no primeiríssimo mandato.
*** Barba só serve pra uma coisa. E eu não sei o que é.
*** Eu amo tanto que espanto o amor.
Silogismo do Dia
Premissa 1: "Willy Wonka e a Fábrica de Chocolate" é um filme lançado para promover a marca Wonka, da Quaker.
Premissa 2: A marca jamais foi lançada. O filme atravessa gerações.
Conclusão: o chocolate é efêmero; o cinema é eterno.
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Terça-feira, Novembro 18, 2003
(Advertência: se ler com sotaque de carioca, corre o risco de sair espuma)
QUEM FICA PARADO, POSTE
(Luiz Alberto Benevides, 17/11/2003)
Mas gente do céu, cadê que eu não posto?
Quinzena passou e cadê que eu encosto
No assento e me sento, acabando o encosto
Que um talvez encanto jogou em meu posto?
Daqui só me afasto a maior contragosto
Porque é nesta fresta que encontro o que gosto
A festa das letras que estendem-se à mostra
Que estréiam, infestam o olhar que se prostra
E se não deixarem pozinho na testa
Daquele que lê, nem criarem aresta,
Garantem a estada e direito inconteste
De buscar leitura de leste a oeste
Mesmo com a tosqueira autoral que orquestre
O lado de cá, e mesmo que não amestre
O gosto de lá, de estudante ou mestre.
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Segunda-feira, Novembro 03, 2003
VIDAS E GANHOS
(Luiz Alberto Benevides, 2/11/2003)
Taurino que sou
Teimoso que só
Persigo o que amo
Jamais desencano
Pois sei que parando
Vou acumulando
Só perdas e danos.
Agnóstico sou
Descrente que só
Só peço pros ares
Pros céus e lugares
Bonitos da vida
Manter protegida
A ente querida
Com auras e banhos
Para jamais ser
E nem parecer
Só meu o meu ganho.
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