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Quinta-feira, Junho 30, 2005
LADO Z, LINK OITENTISTA
Pessoais, depois de deixar durante dias a fio o fio de baba escorrendo por sobre a sobrinha*, venho convidá-los pra dar uma passada no meu outro blog, aquele que eu mantenho junto com mais dez amigos e companheiros de safra, meus companheiros oitentistas: o Saudade dos 80. Eu ia postar aqui, mas notei que tava falando de um clássico oitentista, ainda que atemporal. E se eu fosse vocês, mesmo que tivesse mais o que fazer, não perdia essa chance de conhecer o absurdo poder de entretenimento dum programa de tradução.
Inté lá!
Luiz.
*Que oração cacofônica. E o pior é que foi de propósito.
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Quinta-feira, Junho 16, 2005
LADO Z, ÂNGULO TITIO
ANA CLARA LUA CHEIA
(16/6 - 16 versos em 6 estrofes)
- Luiz Alberto Benevides, madrugada de 15 pra 16/6/2005 -
Ana Clara noite em claro
Ana Clara madrugada
Ana Clara já chegada
Ana Clara sim de vez
Ana Clara Praça Quinze
Ana Clara dezesseis
Ana Clara inaugurando
Ana Clara respirando
Ana Clara esclarecendo
Ana Clara acontecendo
Ana Clara primeirona
Ana Clara sobrinhinha
Ana Clara lua cheia
Ana Clara na caminha
Ana Clara nem caminha
Ana Clara também minha.
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Quarta-feira, Junho 15, 2005
LADO Z, ÂNGULO PTB
Roberto Jefferson. Minha mãe do céu, Roberto Jefferson. Por onde começar, quando se começa por... Roberto Jefferson?
A primeira vez que eu vi essa figura foi em "O Povo na TV". De segunda a sexta, começava às 14:30 e terminava às 18:30, quando vinha "A Turma do Pica-pau", pra às 19:00 começar "Tom e Jerry" e às 19:30 o próprio "Pica-pau". Meses depois eles inverteram os horários do primeiro e terceiro, jogando o passarinho maluco pra 18:30 e a sua galera pra 19:30 (o gato e o rato continuaram às sete). 1981. Eu chegava do jardim, almoçava, saía de casa, já tinha começado; voltava da natação, continuava lá; e nada do programa acabar, só quando o sol se punha, e eu podia curtir a obra maravilhosa de Walter Lantz.
Vocês que ainda são crianças ou que não moravam no Rio não lembram que o canal do Sílvio Santos já se chamou TVS e que tinha um programa onde esse direitão disfarçado de emedebista soltava seus perdigotos, ladeado pelo companheiro de baixaria Wagner Montes, o futuro diretor dos Trapalhões Wilton Franco e o highlander Sérgio Mallandro. Esse já representava o personagem retardado que lhe daria fama em poucos meses e fortuna em poucos anos - fortuna que, graças ao fato de retardado só ter a cara, mallandramente mantém e vê crescer até hoje, após ter visto crescer as meninas que antes viam seus programas e que agora com ele participam de programas outros.
Beto Jeff, que nunca foi chamado assim até este solene instante por este insolente ex-infante, surgiu nacionalmente no finziiiinho da TV Tupi, lá por 1979/80, dando uma curta sobrevida ao canal 6 carioca (ou as crianças cariocas que me lêem acham que o 6 sempre foi Manchete? :D). Em 1981, um ano antes do sujeito começar a infestar a vida pública do Brasil, o programa ressuscitou trocando pra TVS. No ano seguinte, elegeu-se pela primeira de até agora seis vezes. Pelo PTB, legenda que era moralmente de direito do Brizola, pois este era o partido dele, herança do trabalhismo getulista, e cuja bandeira ele trouxe em punho quando voltou anistiado em 1979. Mas a Ivete Vargas ganhou na Justiça Eleitoral. Foi um dos maiores sofrimentos do Brizola, ver a marca PTB perdida pra um partido conservador de quarta categoria (até porque o número desse PTB da Ivete era 4). E foi um grande sofrimento pro Brasil todo, pois foi só a ditadura liberar a criação de partidos (ou as crianças não sabem que até 79 só tinha dois partidos no Brasil, Arena e MDB?) que mais uma legenda de direita acabou entrando.
Foi nesse clima político ameno, e em programa ainda mais light, onde ele berrava e socava a mesa, gritando na cara do telespectador enquanto condenava o marido que espancava a mulher, que o obeso R.J. entrou na política do RJ. E o mais bizarro: sempre no PTB.
No PTB ele foi conservador na época das Diretas Já. No PTB ele embarreirou avanços sociais na Constituinte. No PTB ele defendeu o Collor até depois do fim do segundo tempo da prorrogação do impeachment, no PTB ele atravessou a década de 90, engordou cada vez mais, no PTB rompeu o terceiro milênio, no PTB se aliou ao PT já quando a sigla significava Partido dos Traidores, no PTB fez a cirurgia de redução de estômago cujo acesso nem sonhava existir nos tempos em que socava a bancada do "Povo na TV". Desconfio que além de psicopata ele seja vidente, porque parece que ficou parado no partido esse tempo todo, mesmo com trocentas legendas tão ou mais atraentes financeiramente, só pra em 2005 ganhar uma notoriedade jamais vista antes, e poder vomitar que nunca fez troca-troca de partido em 23 anos de vida pública.
E quem diria que aquele magrela de seis anos, que ligava a TV no canal 11 pra ver o gordão engraçado que berrava e batia (e cuja mãe imediatamente trocava de canal porque era "tudo puxa-saco do Figueiredo e esse homem é asqueroso, eu não vou ficar ouvindo isso não, você liga só na hora do Pica-pau"), 11 anos depois, ia se vestir de preto do lado do pai e da mãe pra ingenuamente tentar ajudar a derrubar da presidência o novo patrão do gordão (que, graças à Globo, acabou caindo mesmo) e, 24 anos depois de esperar o gordo parar de berrar pra poder ver Pica-pau, estaria aqui assistindo e gravando a versão murcha do eterno deputado federal. Que, bizarrice das bizarrices, completou 53 anos de parto em plena Comissão de Ética da Câmara, graças a um pedido de cassação de mandato do PL, que o fez ganhar de aniversário a maior audiência televisiva que já teve na sua carreira de showman.
Nunca imaginei que fosse concordar com essa figura em qualquer coisa nessa vida. E eis que ele solta uma frase que, por mais nojo que eu tenha de dizer isso, podia ter saído da minha boca (argh):
"Essa Veja, hein...? Ô revistinha!... ô revistinha!"
O mundo pode girar 360 graus todo dia, mas depois de duas décadas a estrela vermelha girou 180. E parou bem do lado do Roberto Jefferson. Magro. E eu que pensava que nada nesse mundo podia ser mais absurdo que o Johnny Depp imitando Michael Jackson já que não consegue convencer como Willy Wonka.
Zanzou por aqui Luiz com Z às 12:20 AM Clique aqui pra zumbir ou zurzir.
Domingo, Junho 12, 2005
LADO Z, ÂNGULO LOSER
Parece que, pelo menos em 2005, existiu algo pior do que ficar sem par nesse dia que os comerciantes espertamente escolheram pros namorados se homenagearem no Brasil: torcer pelo Flamengo.
"Salve o merdinhaaaa... o bostão dos cagalhõõões..."
(minha honrada mãe, vermelha e preta de raiva aos 40 minutos do segundo tempo de Corinthians 4 X 2 Flamengo)
Zanzou por aqui Luiz com Z às 5:50 PM Clique aqui pra zumbir ou zurzir.
Domingo, Junho 05, 2005
SUNDAY'S SOME DAY
(Luiz Alberto Benevides, June 5th, 2005)
Some Sundays laze away,
Lazing-in-the-sun days
And hazy sunsets phase
Out in a sleepy maze.
Though through the week we face
The weekend's crazy chase,
This Sunday's nightly daze
Sends moonlight's silver gaze
WIth its all-mighty glaze
That covers us in layers
And starts us up in prayers
So Monday will come save us
In all its busy flavors
Some way we'll even praise it
And even the hard ways
Of all those working days
Next Friday night will pay.
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