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Quinta-feira, Julho 28, 2005
LADO Z, ÂNGULO ARMÁRIO
Nada como sacudir os esqueletos... presos no armário. Tô conseguindo achar muita coisa (ainda que não o que mais procuro) e, em termos das minhas criações, consegui até fazer uma pastinha com idéias, brotos de idéias, obras incompletas e completas. Anda valendo a pena dormir no sofá enquanto a cama fica cheia de tralhas pra continuarem a ser classificadas no dia seguinte.
Por falar em dormir e dia seguinte, aí vai uma que eu fiz depois que um passarinho pousou e piou muito na varanda do meu quarto quando eu começava a conseguir pregar os olhos numa manhã de domingo. Minha admiração pela natureza e revolta por ela não respeitar meu horário notívago ficaram bem claras no produto final. Para ler com voz de locutor publicitário da fase áurea da Rádio Nacional (anos 40 e 50).
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CHEGA A MANHÃ
(Luiz Alberto Benevides, raiar do sol do domingo 8/11/98*)
Chega a manhã.
Os passarinhos pousam no parapeito.
As passarinhas posam, estufam o peito.
É para a Playbird. Que sensação.
Os passarinhos curvam-se com atenção.
Chega a manhã.
Uma coruja boceja alto.
Uma ave pernalta tira o seu salto
E taca em cima da vizinha peralta.
"Coloque a asa na boca antes de piar, ó mentecapta."
Chega a manhã.
O boi vai pulando de grama em grama.
A vaca sai voando da sua cama.
Um touro vem planando com muita gana,
E aterrissa sobre aquela que ele ama.
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(*com terceiro verso alterado em 3/1/99,
antepenúltimo verso da segunda estrofe aprimorado em 28/7/05 conforme idéia do próprio 8/11/98
e penúltimo + último melhorados hoje também.
Detalhe: segunda e terceira estrofes trocadas de lugar também hoje.
Dei uma de George Lucas e troquei muita coisa de lugar hoje, mas diferente dele, mando com prazer a primeira versão pra quem quiser saber como era antes)
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Terça-feira, Julho 26, 2005
LADO Z, ÂNGULO PICARETA
Novidades com 41 anos para fãs dos Beatles
Pra quem quiser maiores detalhes de forma isenta e bem escrita:
Ler a excelente matéria do Jamari, completa e quase perfeita (só faltou a apóstrofe em "'65" e lembrar que o autor de "Long Tall Sally" é Little Richard, não Little Richards. :D), no post seguinte.
Pra quem quiser o resumo da ópera e não for se chocar com a revolta do beatlemaníaco que vos fala:
1963-66 - A Parlophone, selo britânico da idem EMI, lança os primeiros 7 LPs dos Beatles tanto em mono quanto em estéreo.
1964 - A Capitol, selo da EMI pros ianques, moneymakers imbecis de sempre, vê os Beatles estourando e lança coletâneas dos Fab, misturando músicas dos dois LPs e dos compactos que já tinham lançado na época. Lançam em mono, em estéreo, em tudo que é som e formato, chegando a remixar e piorar absurdamente a qualidade de uma música em particular ("She's a Woman").
1965/66 - A coisa ganha um certo controle e "Help" é pouco mexido nos EUA, "Rubber Soul" continua intacto e "Revolver" também. Ambos são lançados em mono e estéreo dos dois lados do Atlântico.
1967-69 - Os 6 LPs que se seguiram (conto o Álbum Branco como um só) são lançados somente em estéreo, padrão pra todo o planeta.
1987 - Na hora de lançar os CDs, a EMI oferece ao mundo inteiro, sabe-se por que cargas d'água, os 4 primeiros discos deles apenas na versão mono. Os 3 seguintes chegam só em estéreo. Assim como os 6 últimos, mas estes nunca tiveram versões mono oficiais mesmo.
2005 - Finalmente, quase 20 anos depois da estupidez inglesa, os malditos descendentes bastardos dos porcos americanos da Capitol de 40 anos atrás jogam no colo da malta endinheirada e ensandecida as gravações em estéreo e mono... só que no formato das 4 picaretagens de 1964. Ou seja, as faixas não estão todas ali, e as que estão se encontram na ordem errada. Tudo isso chegou na nossa pátria amada por R$ 300.
Conselho de beatlemaníaco: baixem tudo gastando apenas tempo e energia elétrica através do nosso querido eJegue. Se não tiverem banda larga, peçam pra um amigo fazer isso e gravar os cedês pra vocês, com espaço pra anotar faixa por faixa. Se sair 10 reais tudo, já é caro demais. O encarte não importa, porque as fotos não vão ser nada que não se achem na web depois, ou em livros de no máááximo R$ 200. Até porque a "arte original" não tem NADA de original, visto que é a reprodução de coletâneas americanas idiotas (desculpem o pleonasmo) em LP.
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Novidades com 41 anos para fãs dos Beatles
Jamari França*
A última novidade sobre os Beatles são discos lançados há 41 anos. Trata-se de uma caixa com os quatro primeiros LPs dos Beatles lançados em 1964 pela gravadora Capitol americana, que traz pela primeira vez em lançamento oficial (porque pirata já existe há milênios) as primeiras gravações da banda em estéreo. A edição mundial em CD dos primeiros discos dos Beatles, disponíveis no mercado desde 1987, é monofônica, num canal só, daí o atrativo para os fãs de ouvir canções históricas de maneira mais detalhada nesta caixa. Os discos são "Meet The Beatles!", "The Beatles Second Album", "Something new" e "Beatles 65". A caixa foi importada pela EMI brasileira numa tiragem limitada de mil unidades que deve custar em torno de R$ 300.
Na época, a representante da EMI britânica em cada país lançava os discos como quisesse, sem respeitar os originais britânicos. Na Inglaterra, saíam LPs, compactos simples e duplos com músicas inéditas, nada de pegar músicas de álbuns para fazer compactos. E as edições britânicas tinham 14 músicas. Nos Estados Unidos, misturou-se tudo isso para fazer vários LPs de 11 e 12 músicas, uma verdadeira mina de ouro quando a Beatlemania estourou nos EUA em fevereiro de 1964 e todo mundo queria ouvir o Fab Four.
Cada música tem versões em estéreo e em mono
Cada um dos discos da caixa tem as músicas em estéreo e, a seguir, em mono, duplicando o número de faixas. Na parte mono de "Something new" estão duas raridades para deleite dos beatlemaníacos: "I'll cry instead" tem 15 segundos a mais do que na versão estéreo e "And I love her" tem o canto de Paul McCartney sem a dobra que adoravam usar para encorpar os vocais. Os estúdios da EMI gravavam em quatro canais (hoje em dia usa-se o dobro só para a bateria), reduzidos para o estéreo com vozes e instrumentos de solo num canal e o restante socado no outro. Mesmo assim, há um notável ganho de sinal nas versões em estéreo.
"Meet The Beatles" (janeiro de 1964) tem capa igual ao "With The Beatles", o segundo LP britânico deles. É o único a ter 12 faixas, dez delas de John Lennon e Paul McCartney, uma de George Harrison ("Don't bother me") e "Till there was you", do musical da Broadway "The music man", de Meredith Wilson. "This boy" tem um dos melhores vocais gravados pela banda e "I wanna be your man" tem vocal do baterista Ringo Starr. A banda mostra versatilidade com arranjos originais para cada canção. Inclui os sucessos "I want to hold your hand", que os consagrou na América, "All my loving" e "I saw her standing there".
Em "The Beatles' Second album" (abril de 1964), seis das 11 faixas são de artistas admirados pelos Beatles na época em canções que faziam parte do repertório de palco deles antes de serem famosos. "Roll over Beethoven", em gravação empolgante com vocal de George Harrison, é do pai do rock, Chuck Berry. Já Paul faz sua imitação de Little Richard em "Long tall Sally", do próprio Richard, a mãe do rock. E outras regravações de sucessos alheios como "You really got a hold on me" (Smokey Robinson & The Miracles), "Devil in her heart" (do grupo vocal feminino The Donays), "Money" (Barrett Strong), "Please Mr. Postman" (do trio feminino The Marvelettes).
"Something new" (julho de 1964) mistura canções da trilha sonora britânica do primeiro filme da banda, "A hard day's night", com duas regravações de admirações dos Beatles, Carl Perkins (da geração de Elvis Presley) com "Matchbox", cantada por Ringo, e Larry Williams com "Slow down", numa interpretação visceral de Lennon. E ainda a versão em alemão de "I wanna hold your hand" ("Komm, gib mir deine hand"), uma homenagem ao primeiro país estrangeiro onde tocaram, ainda como ilustres desconhecidos.
Selo americano promete mais reedições
A frenética produção dos Beatles fez com que a banda se aperfeiçoasse rapidamente. Em "Beatles '65" (dezembro de 64), o quarteto está num patamar mais elevado de canções e produção. O material é basicamente do LP britânico "Beatles for sale" com adição do single "I feel fine". Aqui está mais uma de Chuck Berry, "Rock and roll music", em vocal gritado de John e um piano boogie do produtor George Martin. Duas de Carl Perkins, "Honey don't", na voz de Ringo, e "Everybody's trying to be my baby", por George. John canta o calipso "Mr. Moonlight", sucesso de 1962 de Dr. Feelgood and the Interns, com bela "cama" e solo de órgão de Paul.
A Capitol promete para breve as edições americanas dos discos até "Revolver" (agosto de 1966), o último a ser mexido pela gravadora. A partir de "Sgt Pepper's" (junho de 1967) os discos foram padronizados por exigência dos Beatles. Quem quiser ir mais fundo nesta história, acesse o site beatles-discography.com.
Fonte: http://oglobo.globo.com/jornal/suplementos/segundocaderno/169176299.asp
(pena que deve ser só pra cadastrados no site)
*Com uma revisãozinha ortográfica básica de Luiz com Z. #)
Zanzou por aqui Luiz com Z às 1:48 AM Clique aqui pra zumbir ou zurzir.
Segunda-feira, Julho 25, 2005
OTHERSELF (a lonely poem)
(Luiz Alberto Benevides, 7-24-2005)
Too little of you
Too much of myself
I've had too much
Of little otherself
I wish you'd come over
So I could then get over
Coming by myself.
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Terça-feira, Julho 19, 2005
LADO Z, ÂNGULO SINTÉTICO
Na falta de inspiração, duas frases alheias, que além de geniais são impressionantemente paralelas:
"Aí ficam discutindo se a propaganda fala a verdade, fala a mentira... a propaganda não tem NADA a ver com verdade e mentira! A propaganda lida com uma instância MUITO mais tangível, que é a CREDIBILIDADE!"
(Cid Pacheco, quando só tinha 75 anos, em 97; meu professor de propaganda eleitoral na faculdade continua ativo nas palestras e na sua agência)
"Qualquer um que cultive a fantasia na arte é um pouco maluco. O problema é tornar interessante essa loucura."
(François Truffaut, mes amis, François Truffaut)
A gente pode sentir a vida justificada quando toma um banho de mar, quando acorda do lado de quem ama, quando toma um copão de suco de mangaba espremido na hora. Mas eu também fico muito feliz de estar vivo quando leio frases de efeito que, mesmo que fossem mais curtas, não iam caber em pára-choque de caminhão, nem em adesivo de carro, nem na cabeça de um bitolado qualquer.
(e pra quem só tem um blog pra pregar as frases, melhor ainda #) )
Zanzou por aqui Luiz com Z às 2:05 AM Clique aqui pra zumbir ou zurzir.
Segunda-feira, Julho 11, 2005
LADO Z, ÂNGULO DO SACRIFÍCIO
Fiscalização do TCU em 28 órgãos terá contratos de publicidade e informática como prioridade
Na lista de órgãos e entidades a serem investigados constam: BNDES; Braspetro; CEF; Câmara dos Deputados; Casa da Moeda do Brasil; Eletrobrás; Eletronorte; Eletronuclear; Furnas; Petrobras; Petrobras Distribuidora; Transpetro; entre outros
Agência Brasil
panoramabrasil.com.br
9/7/2005 09:02:07
Cerca de 100 analistas do Tribunal de Contas da União (TCU) iniciaram nesta semana um esforço de fiscalização concentrado em 28 órgãos envolvidos direta ou indiretamente com recentes denúncias de corrupção. Entre eles, estão o gabinete da Presidência da República, os Correios, o Banco do Brasil.
Como também a Caixa Econômica, a Câmara dos Deputados, o Banco do Nordeste, a Petrobras e o Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT), além dos ministérios da Cultura, da Justiça, do Esporte e do Trabalho.
Segundo o presidente do TCU, ministro Adylson Motta, trata-se da maior fiscalização da história do tribunal, em termos de abrangência imediata. Ele recomendou que os analistas concentrem as atenções iniciais nos contratos de publicidade e informática das empresas e instituições públicas. O TCU têm 60 dias para encerrar a primeira fase dos trabalhos. O presidente do tribunal não descarta a possibilidade de aumentar o número de órgãos no decorrer da auditoria.
"Se outros fatos forem apontados que mereçam a atenção do tribunal, nós vamos investigar. Esse é um trabalho muito importante, e nós devemos ao país uma satisfação sobre o que está acontecendo na administração pública, e a nossa função primordial é zelar pela boa aplicação do dinheiro público", ressaltou Adylson Motta.
O ministro quer integrar a fiscalização do Tribunal de Contas da União com as outras investigações em andamento em órgãos como Controladoria Geral da União, Polícia Federal, Ministério Público, Receita Federal e Comissão Parlamentar Mista de Inquérito do Congresso Nacional. "Nós queremos fazer uma aproximação com todos esses órgãos para, em um trabalho conjunto, desenvolver nossa atividade", disse Motta. "Certamente, essa integração trará proveitos ao país. Se cada um agir isoladamente, sem troca de informações, sem colaboração, será uma dispersão de recursos, de trabalho."
O cidadão ou funcionário que tiver informações que possam ajudar o trabalho do Tribunal de Contas da União pode entrar em contato com a ouvidoria do órgão. O telefone é 0800 644 1500.
A lista de órgãos e entidades a serem investigados pelo TCU é a seguinte: Banco da Amazônia; Banco do Brasil; Banco do Nordeste; Banco Popular; Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES); Braspetro; Caixa Econômica Federal; Câmara dos Deputados; Casa da Moeda do Brasil; Eletrobrás; Eletronorte; Eletronuclear; Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos; Fundação Jorge Duprat Figueiredo; Fundo de Amparo ao Trabalhador; Fundo Nacional de Segurança e Educação do Trânsito; Furnas; Gabinete da Presidência da República; Infraero; Instituto de Resseguros do Brasil; Ministério da Cultura; Ministério da Justiça; Ministério do Esporte; Ministério do Turismo; Ministério do Trabalho e Emprego; Petrobras; Petrobras Distribuidora; e Transpetro.
Fonte: http://www.panoramabrasil.com.br/noticia_completa.asp?s=Home&p=conteudo/txt/2005/07/08/21360268.htm
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Então peraí: pra acontecer esse tipo de devassa, a gente tem que construir um partido durante 25 anos, esperar ele chegar ao poder totalmente descaracterizado, ver ele perder em dois anos toda a credibilidade e restos de princípios ideológicos de esquerda que ainda mantinha, e ainda promover a volta à mídia do Roberto Jefferson, incluindo seu pocket show (des)entoando "Nervos de Aço" a pedido do ex-comediante e ex-colega de obesidade Jô Soares? Esqueci algo?
Por essa lógica do sacrifício proporcional, só queria saber quantos parentes e amigos eu vou ter que perder no dia em que implantarem um projeto de moralização geral das estatais.
Zanzou por aqui Luiz com Z às 2:50 PM Clique aqui pra zumbir ou zurzir.
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