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Segunda-feira, Agosto 22, 2005
LADO Z, ÂNGULO PROVERBIAL
O texto não é novinho, mas pelo menos é inédito aqui. #) Só que o pior não é isso: é pensar que durante algumas gerações pelo menos o último verso vai continuar atual.
BRASIL SÉCULO XXI
(Luiz Alberto Benevides, 2001)
Quem ri por último finge que entendeu a piada.
Quem com ferro fere leva um balaço de volta.
Melhor prevenir que agüentar o piriri.
Em rio que tem piranha, Fausto Fawcett faz a festa.
A estrada de mil léguas termina no primeiro buraco.
É melhor não soltar rojão, nem balão, nem cabeça-de-nego nem cigarro aceso, mas estalinho pode.
A casa é sua, mas a hipoteca começa a mudar a coisa.
Deus escreve certo mas só os analfabetos entendem.
Quem espera cria mofo.
Aqui se vendia fiado. Agora se vende o ponto.
Ser ou não ser, quem é esse Shakespeare?
Enquanto ele vinha com papo de cerca-lourenço, o Lourival aproveitou e fugiu.
Cada macaco fardado na sua viatura.
Quem dá aos pobres não é neoliberal.
Aqui se faz, aqui se paga propina, aqui se solta e começa tudo de novo.
Quem avisa sem ser amigo com certeza é consultor.
A inveja é uma merda institucionalizada e profissionalizada.
Feliz no jogo, dono de cassino ou Sílvio Santos.
Agora a Inês é morta, mas quem vai pagar o enterro?
De grão em grão, a mendiga come o lixo.
América, terra da oportunidade. Washington D.C., terra dos oportunistas. Brasil, terra dos importunados.
O túmulo do samba é a igreja neopentecostal.
Bobeou, foi atropelado.
A rua na porta é serventia da favela no viaduto.
Em terra de governo cego, quem abre o olho é latifundiário.
O que é do bicho o miserável não come.
A esperança é a última que morre, mas o desespero ainda nasce depois.
Mineiro come quieto quando não engasga com o pó do carvão.
Mais fácil que tirar a verba da bolsa do estudante.
Quando o gato sai, os ratos ficam quietinhos pra não virarem churrasco também.
É mais fácil um jegue passar pelo buraco de uma agulha do que um rico entrar numa cela.
Brasil: ame-o ou deixe-o na mão dessa classe dominante.
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Domingo, Agosto 21, 2005
LADO Z, ÂNGULO ANARFA
Não sei vocês, mas eu já perdi as contas de em quantas comunidades orkúticas (iau) com boas idéias eu deixei de entrar por causa de algum erro grosseiro de português (rimou). Se eu ocupasse algum cargo político, tipo secretário estadual de educação do estado mais rico do país, eu pensaria duas mil vezes antes de entrar no Orkut, e caso entrasse, duas mil e uma antes de ingressar em qualquer comunidade.
Pois bão, taí, pra quem estiver no Orkut e quiser ver, o perfil do garotão e dublê de educador Gabriel Chalita, secretário de educação do estado de São Paulo. E taí, pra quem puder ler, a inacreditável descrição da comuna "Rede do Saber", estampada na segunda página da lista de comunidades do sujeitim:
"Rede do Saber
description: Comunidade Criada com Intuito de aproximar os Estagiários da Rede .
Sintão-se a vontade e divulguem nossa comunidade !!
Criadores
Guarulhos Sul
category: Computers & Internet
owner: Bruno Nuzzi
type: public
forum: anonymous
language: Portuguese
location: Brazil
created: Tuesday, June 29, 2004
members: 329"
(http://www.orkut.com/ProfileC.aspx?uid=17972637468667368470&pno=2)
Tirando a Deh, que já achou e riu até não poder mais, o primeiro leitor que achar alguma bizarrice nessa descrição da comunidade ganha o cargo do Gabrié. E o salário né baixo não.
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Terça-feira, Agosto 16, 2005
ENQUANTO ISSO, NA BACIA DE CAMPOS E EM OUTRAS PARAGENS PETROLÍFERAS...
Produção de petróleo e gás da Petrobras aumentou 11%
A Petrobras aumentou em 11% a produção média diária de óleo e gás natural, no Brasil e no exterior, em julho, em relação à média obtida no mesmo mês de 2004, totalizando 2.286.323 barris de óleo equivalente (BOE). A produção apenas em campos nacionais alcançou 1.747.214 mil barris por dia e 44.060 mil metros cúbicos diários de gás, volumes 2,2% e 14,9% maiores, respectivamente.
Devido ao aumento de produção ocorrido em ativos na Venezuela e na Argentina, a produção no exterior chegou a 261.980 barris por dia.
Petrobras bate recorde nacional de perfuração
Graças a novos avanços tecnológicos obtidos pela área de Engenharia de Poço da Petrobras e a investimentos na aquisição de dados geológicos e sísmicos em terceira dimensão (3-D), a Companhia estabeleceu em 12/08 um novo recorde nacional de perfuração, de 6.915 metros de profundidade, abrindo nova fronteira exploratória na plataforma continental brasileira. A conquista se deu em mar aberto, a cerca de 200 quilômetros do Rio de Janeiro, onde são estimados promissores reservatórios de óleo leve e gás. A marca anterior era de 6.397 metros, na Bacia do Espírito Santo, em 2003.
Papéis da Petrobras se valorizam em Wall Street
A disparada dos preços internacionais do petróleo teve efeito positivo nas ações de empresas petrolíferas negociadas na Bolsa de Valores de Nova York (NYSE), e a tendência se repetiu com a Petrobras. O ADR (American Depositary Receipt) da empresa foi, em julho, o sexto mais negociado entre os 480 listados em Wall Street, movimentando US$ 1,8 bilhão, ou volume 12% maior que no mês anterior. No ano, a valorização acumulada chega a 48%, bem acima do desempenho médio dos papéis brasileiros listados naquele "pregão", que foi de 27%.
Na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), a alta da ação preferencial (PN) da Petrobras foi de 16% em 2005; já as ações ordinárias (ON) tiveram 21% de valorização.
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Agora todo mundo junto:
BRASÍLIA QUE SE DANE! ASSIM NÃO DÁ MAIS PÉ! QUEREMOS TRANSFERIR A CAPITAL PRA MACAÉ! (bis)
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Sábado, Agosto 13, 2005
LADO Z, ÂNGULO VERÍDICO E VERISSIMO
"Esclarecimento I
O próprio Verissimo comenta em sua coluna n'O GLOBO de 31/3/2005:
'Apareceu a autora do 'Quase', o texto que rola na internet atribuído a mim e que eu, relutantemente, tenho que repetir que não é meu. Ela se chama Sarah Westphal Batista da Silva, tem 21 anos, é de Florianópolis, escreveu o texto 'inspirada por um menino que não me namorou, mas quase...', mandou o texto por e-mail a várias amigas e dois anos depois teve a surpresa de vê-lo impresso com a minha assinatura. A Sarah está no quarto semestre de medicina mas sonha em largar a faculdade e começar a escrever. Olha aí, editores. Ela nem começou e já foi traduzida na França'."
(Fonte: http://www.consciencia.net/opiniao/verissimo.html)
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Acreditem, companheiros, ainda existe esperança pra quem achava que não ia conseguir ler na Internet algo escrito de verdade pelo único escritor do planeta que, não satisfeito em ser brasileiro e continuar vivo e bem, é de esquerda, adora relembrar que morou no Leme ("O Leme é uma espécie de ensaio geral de Copacabana"), é fã da comédia mais próxima do perfeito já produzida pelo cinema e ainda por cima torce pelo Botafogo quando o alvinegro não joga contra o seu colorado. O maior e mais versátil escritor da história da humanidade pode ser achado no excelente portal Consciência.net e na excelente coletânea de contos e romances que é o Portal Literal.
"Não faltam motivos para pedir o empixamento do presidente. Não do Lula, do Bush. Um memorando sobre o clima pró-guerra em Washington preparado para uma reunião do gabinete inglês em 2003 e publicado agora diz com todas as letras que o governo Bush estava ¿arranjando¿ informações para justificar uma invasão do Iraque. O arranjo incluía dados sobre armas de destruição em massa que não existiam e referências a uma compra pelo Iraque de urânio da África que não houve. Quem disse que não houve a compra foi o próprio encarregado pelo governo Bush de verificá-la, Joseph Wilson, que não só a negou como depois escreveu um artigo denunciando o fato quando o governo, mesmo assim, encampou a informação falsa."
Esqueci de mencionar que além de acompanhar nosso estuprado país, o sujeito ainda arruma tempo pra lembrar a crise do estuprador-mor, Mr. USA. Quem quiser toda essa curta e reveladora crônica de 31/7/05, é só vir aqui.
Zanzou por aqui Luiz com Z às 11:04 AM Clique aqui pra zumbir ou zurzir.
Segunda-feira, Agosto 08, 2005
LADO Z, ÂNGULO CÍTRICO
Tem determinadas pessoas que você conhece e sabe que nunca mais vão sair da sua vida. O mesmo acontece com músicas e filmes, com a diferença de que esses (a não ser em alguns casos de extremo desleixo quanto à memória nacional) são imortais.
Fazia tempo que algo assim não acontecia comigo no caso de uma cena de filme, e principalmente da sua trilha sonora. Por mais pesado que seja Midnight Cowboy, eu devia ter enganado a minha mãe e visto escondido desde criança. Ou então corrido atrás na adolescência. Porque não me conformo de ter passado esses trinta anos da minha vida sem conhecer isto:
"ORANGE JUICE ON ICE
IS NICE
ORANGE JUICE ON THE ICE
ORANGE JUICE ON ICE
IS NICE
IT'S REFRESHINGLY
COOLER NATURALLY
BREAK AWAY FROM OOOOLD HABITS
TAKE A WORD OF ADVICE
SERVE REAL FLORIDA ORANGE JUICE
ORANGE JUICE ON ICE.
BREAK AWAY FROM OOOOLD HABITS
TAKE A WORD OF ADVICE
SERVE REAL FLORIDA ORANGE JUICE
ORANGE JUICE ON ICE."
Quem ouviu falar que Midnight Cowboy é puro sofrimento, pode acreditar em 85%. Nenhum filme sobrevive justificando seu título de obra-prima por mais de 35 anos sem uma meia dúzia de alívios cômicos. E esse jingle, ainda mais com a dancinha do Dustin Hoffman, é uma prova de que mesmo pobre, feio, manco, tuberculoso e desenganado, ainda dá pra espremer alguma coisa da vida. Nem que seja só um suco de música.
Zanzou por aqui Luiz com Z às 3:34 PM Clique aqui pra zumbir ou zurzir.
Quinta-feira, Agosto 04, 2005
LADO Z, TRADICIONAL ÂNGULO POÉTICO
Acabei de postar (apesar do fuso horário ser o de sei lá onde nos Estados Fedidos de Mérdica) na novíssima comunidade orkútica (não adianta reclamar porque nome turco não combina com sufixo ocidental) Poetas RJ (lembrando que o link só funciona pra cadastrados no Orkut... e quando o Orkut funciona, claro :P):
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topic: Poste aqui seu poema inaugural na comunidade
8/4/2005 6:43 PM
CARTÃO DE VISITAS
(Luiz Alberto Benevides, 4/8/2005)
Seja rítmico ciclotímico
Ou modernista totalmente fora do parâmetro
Arrebatado ou mais pra tímido
Soneto, quarteto ou perneta,
Prove aqui a sua veia,
Artéria ou qualquer vaso poético
Pra que os outros provem meia
Ou inteira
Sua verve
Que ferve quando menos se espera
Ou repousa em banho-maria
Dia ou noite, ou noite e dia
Que o que importa é que ela existe
Pra que o dedo fique em riste
Apontando sua obra
Quando um transeunte cobra
De forma aberta ou discreta
Que revele-se poeta.
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Quarta-feira, Agosto 03, 2005
LADO Z, ÂNGULO JORNALÍSTICO
Sei que é comprido, mas não podia omitir nada desse artigo revelador do Alberto Dines, publicado no Observatório da Imprensa. Vejam como até a imprensa acabou enlameada pelo mensalão. Destaque para a Istoé, que recebeu um cala-boca de 300 mil reais do Marcos Valério.
MÍDIA & CRISE POLÍTICA
Revistas dão vexame e ninguém se incomoda
Alberto Dines
A mídia ligou os holofotes, mas detesta holofotes em cima dela. Acionou o ventilador giratório, mas esconde que a lama respingou nela. Adora fazer barulho, desde que o barulho não seja sobre ela. É um fenômeno, essa nossa mídia.
Ágil, criativa e ousada mas, ao mesmo tempo, penosa, omissa e pusilânime. A transfiguração da bela em fera dá-se apenas em uma circunstância: quando lhe oferecem um espelho. Basta ver-se equiparada às instituições dos comuns mortais, nossa alada mídia vira bruxa. Ou um tiranossauro.
Foi uma matéria de capa na Veja (edição 1.905, de 18/5) que deflagrou a cascata de escândalos que está virando o país de ponta-cabeça. Mas quando a CPI dos Correios, criada pela repercussão desta matéria, desvendou na terça-feira (5/7) como esta matéria foi realizada e quem a realizou, o quinto maior semanário do mundo comporta-se como um panfleto paroquial: por pudor ou despudor, omitiu dos leitores qualquer referência sobre esta revelação.
Em sua última edição (1.913, de 13/7, página 9), a Veja comporta-se como a grande vestal da crítica da imprensa. Denuncia o denuncismo, defende a apuração diligente, parece até fiel seguidora deste Observatório, não fosse a omissão sobre as constrangedoras confissões do araponga-videomaker-e-agora-jornalista Jairo Martins sobre as suas promíscuas relações com a sucursal brasiliense.
Operação de compra e venda
Não apenas a Veja enrustiu seus pecados perante a opinião pública. No dia seguinte, quarta-feira, foi a vez do lobista Marcos Valério revelar diante da CPI e das câmeras de televisão que a reportagem de capa da IstoÉ Dinheiro com a entrevista-bomba de Fernanda Karina, programada para sair em setembro do ano passado, foi engavetada depois da visita de Marcos Valério a Domingo Alzugaray, dono da Editora Três, responsável pela publicação da Istoé Dinheiro. O lobista revelou ainda que pagou R$ 300 mil ao jornalista Gilberto Mansur, funcionário da editora e seu consultor.
Menos de 24 horas antes, no programa Observatório da Imprensa na TV, o repórter Leonardo Attuch, autor da matéria com Fernanda Karina, declarava peremptoriamente que a matéria não foi publicada em setembro de 2004 por falta de provas; negava, também peremptoriamente, qualquer encontro com Marcos Valério. O depoimento no dia seguinte de Marcos Valério mostrou que o jornalista mentiu duas vezes: esteve com Marcos Valério e a razão que impediu a publicação daquela bomba não foi a falta de provas, mas o peso dos R$ 300 mil pagos à Editora Três.
Na última edição da IstoÉ (o carro-chefe da Editora Três, com data de 14/7, na página 29), numa pequena e ardilosa nota, tenta-se defender Gilberto Mansur (que não precisa ser defendido, foi apenas intermediário de uma operação de compra e venda) e tira-se de cena o ex-galã de fotonovelas Domingo Alzugaray, atual publisher da editora.
Gentleman's agreement
A revista Época, completamente livre para mostrar à opinião pública os lamentáveis tropeços dos concorrentes, de repente foi atacada de um inopinado surto de discrição e solidariedade. Parecia uma lady inglesa que finge um pigarro para não revelar as malícias da vizinha. Com o título "Bastidores da notícia", descreve rapidamente as transações da IstoÉ, mas ignora totalmente o modus operandi investigativo da Veja (edição 373, 11/7, página 38).
O recato dos semanários sobre as mazelas do setor contrasta vivamente com o esbanjamento de indignação no relato sobre as patranhas do PT, do Executivo e do Legislativo. E não foi acidental. Os jornalões de quarta e quinta-feira (6 e 7/7) também foram omissos ou, na melhor das hipóteses, parcimoniosos ao contar os vexames das revistas na CPI dos Correios. Na quarta-feira, sobre a Veja, a Folha publicou pequena nota, O Globo algo ligeiramente maior e o Estadão, nada. Na quinta-feira, sobre a IstoÉ, apenas o Estadão registrou as constrangedoras revelações de Marcos Valério.
A fleuma não foi casual, é pactual. Faz parte de um histórico gentleman¿s agreement, acordo de cavalheiros, montado no início dos anos 1980 (como reação à greve dos jornalistas) que resultou na criação da ANJ (Associação Nacional de Jornais, onde se incluía a Editora Abril). Mais tarde, em função de interesses específicos, a ANJ gerou um filhote, a Aner (Associação Nacional de Editoras de Revistas), controlada pela Abril mas no momento presidida por Carlo Alzugaray, filho de Domingo.
Falta alguém na CPI
Como esperar, então, que a Aner condene a falta de decoro de duas poderosas associadas e que a loquaz e beligerante ANJ saia em defesa do bom nome da imprensa, se o grande pool da mídia impressa foi montado justamente para abafar as críticas?
Esta atuação corporativa tem origem fisiológica e pode ser flagrada no episódio da custosa campanha de publicidade para promover a imagem da Câmara dos Deputados, então comandada pelo desastrado João Paulo Cunha (PT-SP).
Num país verdadeiramente democrático, com uma imprensa verdadeiramente independente, seria inconcebível que o Poder Legislativo usasse o dinheiro do contribuinte para lustrar a imagem de uma instituição que abriga 300 picaretas.
Não obstante, a campanha foi lançada com estardalhaço no ano passado na TV, no rádio, em jornais e revistas. Nenhum veículo jornalístico protestou contra este abuso. Exceto este Observatório [ver remissão abaixo].
Ninguém quis abrir mão dos caraminguás que a Câmara distribuía tão generosamente. Agora descobre-se na CPI que o deputado João Paulo Cunha contratou uma das agências de Marcos Valério para promover a gastança na mídia. Se 10 meses atrás algum jornal ou jornalista tivesse se indignado diante da promiscuidade do Legislativo com a imprensa, parte dos escândalos poderiam ter sido abortados.
Nesta última semana, ficou claro que falta alguém na CPI. Mas nenhum dos seus integrantes terá coragem para fazer esta convocação.
Leia também:
Holofotes sobre o próprio umbigo - Alberto Dines
Zanzou por aqui Luiz com Z às 4:58 PM Clique aqui pra zumbir ou zurzir.
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