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Sábado, Março 25, 2006
LADO Z, TODOS OS ÂNGULOS
Esse vai pra Andréa Ormond. Quem acompanha o cinema brasileiro e não conhece o blog dessa garota vai cair pra trás quando vir as entrevistas fundamentais que ela fez com Anselmo Vasconcellos, Afrânio Vital, Monique Lafond e o mestre Carlo Mossy. Como quem não quer nada (e o melhor é que quer muito), ela vai aproveitando seu conhecimento enciclopédico de cinema brasileiro pra escrever uma resenha aqui, outra ali, e quando eu conheci o blog agora em fevereiro, já eram dezenas.
As entrevistas são um capítulo à parte (não só literalmente). No princípio, era o Carlo. Ela passou três horas e meia entrevistando o mestre setentista junto com seus fiéis escudeiros Carlos e Carol (Carol, Carlos e Carlo?! Não posso desperdiçar isso!). Depois Anselmo, depois Monique, depois Afrânio e atrás vem gente. De fininho, ela vai fazendo registros exclusivos de testemunhas oculares, manuais e fotográficas da nossa cinematografia. Longos registros, pra passar a tarde lendo, e reler, e triler, como clássicos da literatura, referências fundamentais de quase todos os gêneros e estilos do cinema brasileiro (só falta o infantil, Andréa! :) ).
O que eu mais admiro na Andréa é que ela concretiza uma conclusão a que eu tinha chegado desde meus 18 anos: nesse mundo, pra ser um historiador da cultura no sentido contemporâneo e completo do termo (aquele que pesquisa, registra e publica), basta partir do seguinte ponto: estar num centro referencial pra determinado tipo de cultura e entrevistar alguns dos responsáveis pela construção dessa referência. Mais concretamente: ela nasceu, foi criada e mora aqui no Rio, acompanha há anos o cinema brasileiro e um belo dia começou a registrar o que conhecia dele. Depois foi além e começou a registrar as pessoas que conhecia do cinema brasileiro.
E eu sei que injustiças acontecem no mundo todo, que atores americanos referenciais morrem esquecidos e que no Brasil o problema é mais grave porque existe menos dinheiro aqui do que lá. Mas já cansei de ver gente importantíssima viver ou morrer esquecida (ou nem conhecida, como no caso dos dubladores). E no que a Andréa quiser contar comigo pra publicar e espalhar aos quatro ventos tudo que ela registra naquele portal da sétima arte disfarçado de blog-de-fã, pode contar. Nem que só uns cem desconhecidos dela venham a ler. Porque veicular é a técnica de jogar ao desconhecido, diferente de mostrar pra amigo, colega, parente, vizinho. Como eu vou poder ajudar a quebrar esse circuito, não sei. Mas já comecei:
http://www.estranhoencontro.blogspot.com/
O cinema brasileiro não passa mais sem ele.
:)
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Quarta-feira, Março 22, 2006
LADO Z, ÂNGULO SEM TEMPO
TIME HAIKU
(Luiz Alberto Benevides, 3-22-06)
A nick of time
Flows like a dime
Into the drain.
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Sábado, Março 11, 2006
LADO Z, ÂNGULO CARIOCA
RIO CLASSE MÉDIA
(Luiz Alberto Benevides, 11/3/06)
Na tela tudo explodindo
Na terra tudo seguindo
O morro doendo no dia findo
O povo doente e ainda rindo
Na praia tá tudo lindo
Na vida tá tudo indo.
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Quarta-feira, Março 08, 2006
LADO Z, ÂNGULO INJUSTO
Décadas de interpretação sem o devido reconhecimento porque se escondia atrás da cara de artistas ianques. Pra mim, uma das profissões mais "coitadas" do mundo é a de dublador, e dentro da carreira artística certamente a mais coitada de todas. O cabra rala a garganta durante décadas pra ser estupidamente mal pago e só vagamente reconhecido, e mesmo assim quando abre a boca numa fila de banco, numa ligação telefônica ou coisa que o valha. Quando isso é opção de vida, é masoquismo. Quando é contingência, por falta de papéis onde se mostre a cara, é injustiça da braba - se o sujeito tiver talento, é claro.
Esse tinha, e como tinha. Imagina dublar o David (Bruce Willis) falando em cima da Maddie (Cybill Shepherd) frases longuíssimas, encadeadas, sobrepostas, sem recursos digitais em plena década de 80. E sem ninguém ver! Agora que ele morre, finalmente: uma fotinho. Já tô farto disso. Maldita dublagem. Benditos dubladores.
Morre o dublador Nelson da Matta
Por Érico Borgo
8/3/2006
Faleceu no início da semana, aos 60 anos, o ator e dublador Newton da Matta.
Seu trabalho mais lembrado na TV foi como o Pedrinho da primeira montagem de Sítio do Picapau Amarelo. Atuou também em novelas e também as roteirizou durante alguns anos na TV Tupi, TV Rio e TV Globo. Mas foi como dublador que da Matta ficou mais conhecido. Era dele a voz de Bruce Willis nas versões nacionais de todos os filmes do ator (incluindo o recente Sin City), além de Dustin Hoffman, Paul Newman, Mickey Rourke e vários outros. Nas animações, dublou o Lion de Thundercats e o Flash e o Batman de Superamigos, entre outros.
O dublador é considerado um dos maiores profissionais da área pelos seus colegas e fãs.
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Segunda-feira, Março 06, 2006
Gente, ele comentou meu post! \o/
www.saudadedos80.blogger.com.br
O resto nessa vida é lucro. :) Thanx, life.
Zanzou por aqui Luiz com Z às 2:54 AM Clique aqui pra zumbir ou zurzir.
Sábado, Março 04, 2006
MUITO ALÉM DO BALÃO - 60 ANOS DE EDGARD POÇAS
Cliquem acima e vejam a homenagem das crianças oitentistas a essa enciclopédia viva da MPB e da música erudita, injustamente oculta pela própria timidez e pela mídia, que se não procura os bons músicos que tanto a querem, ignora ainda mais solenemente aqueles que não fazem muita questão dos holofotes. E que hoje completou seis sonoras décadas de vida fora do útero.
Zanzou por aqui Mentecapta às 6:24 PM Clique aqui pra zumbir ou zurzir.
Quarta-feira, Março 01, 2006
LADO Z, ÂNGULO VIKING
Não entendo como um povo tão deprimido pode ter tão bom gosto. SKÅL!!!*
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Iron Maiden na Noruega: 9 mil ingressos em 20 minutos
http://www2.rockbrigade.com.br/index.php?option=com_content&task=view&id=737&Itemid=34
1 de março de 2006
E para quem acha que o heavy metal anda morto e o Iron Maiden ultrapassado, a banda britânica continua quebrando seus recordes: para o show que vai realizar no dia 23 de novembro no Vestlandshallen, de Bergen, Noruega, todos os 8 mil ingressos colocados à venda se esgotaram em inacreditáveis 20 minutos. É isso mesmo, 20 minutos! No sábado (25/2), nove longos meses antes do show, os ingressos começaram a ser vendidos e se esgotaram nesse tempo recorde.
"Nós já sabíamos que o show do Maiden iria vender todos os ingressos, mas não esperávamos que isso acontecesse tão rápido, não imaginamos que se esgotariam em 20 minutos!", disse Frank Nes, promotor do show na cidade norueguesa de Bergen.
Dois dias depois, na segunda-feira (27/2), todos os 9 mil ingressos colocados à venda para o show de Gotemburgo, Suécia, que vai rolar somente em 20 de novembro, foram vendidos em uma hora e meia. Já os dois shows em Estocolmo (17 e 18 de novembro), com capacidade de 14 mil pessoas em cada noite, se esgotaram em duas horas e meia.
Atualmente, o Maiden está compondo material para seu próximo álbum, ainda sem título, que será lançado no final do ano.
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*"Saúde!", em norueguês, sueco e dinamarquês. Literalmente, "skål" quer dizer "caveira", pois seus tataravôs, os vikings, brindavam bebendo nos crânios das vítimas.
Zanzou por aqui Luiz com Z às 10:49 PM Clique aqui pra zumbir ou zurzir.
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