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Segunda-feira, Maio 22, 2006
LADO Z, ÂNGULO R, TAKE 2
Volto à Rita Apoena porque ela pra mim é uma espécie de benchmark. Quieta como ela só, escrevendo só quando tem algo a dizer (e como diz bem), ela bate com períodos de silêncio/retiradas estratégicas e assopra com seus retornos inesperados/textos inusitados. Confesso que pensei que seria mais fácil conhecê-la pessoalmente, mas ela deve ter seus motivos pra se expor em doses homeopáticas.
Atualmente eu só espero uma coisa dela: que publique tudo de sua autoria que pretende publicar e que seja conhecida inclusive por quem não tem acesso à Grande Rede. Rita, os leitores da língua portuguesa te merecem sendo bem mais do que uma mítica figura da web de fama crescente. Aqui nesse mundo binário, acho que já fizemos o que estava ao nosso alcance, e sua fama vai se espalhar gradativamente pelos orkuts e blogs e e-mails e fotologs e etecetras. A comunidade que criei pra você vai crescer pros lados dentro daquele mundo azul. Mas pra romper essa atmosfera e quebrar esse paradigma virtual, só o mercado editorial, que pode te levar aonde você e todos nós merecemos: a trajetória vertical.
Só te peço dois favores. Primeiro: um autógrafo pra cada produto impresso seu. Segundo: quando chegar lá em cima, independentemente de onde for seu topo, continue sendo simpática e mostre praquele galocha do Rubem Fonseca que não precisa ser mal-humorado nem reacionário pra ser um autor bem-sucedido e discreto pessoalmente, tá?
E, com um trocadilho que eu também uso muito, desse assunto me despeço ( pelo menos aqui no meu blog, pra não ser eu o chato. :) )
ESPERA, PORQUINHO
(de Luiz com Z, em 21/5/06,
pra Rita Apoena)
Enquanto a turba
Lá longe na urbe
Chafurda chafurda,
Demora um porquinho
Mas de texto em texto
Cavando com afinco
De segunda a sexta
Ou sabadomingo
Dando uma de quieto
Em qualquer contexto
Ou sendo discreto
Com qualquer pretexto
Porquinho né besta
Juntando um tantinho
De escrito em escrito
Descansa o dedinho
E um dia, acredito,
Num raiar bonito
Abrindo o olhinho
De manhã cedinho
Vai ver seu cofrinho
Cheinho cheinho.
(inspirado no scrap
Rita Apoena: tá bom, vocês venceram, batata-frita :)
mas não fiquem chateados se eu demorar um porquinho.
19:52, 21/05/2006 )
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Sábado, Maio 13, 2006
VISTO PELA MÃE, QUALQUER MUNDO PRESTA
Eu juro pela minha mãezinha viva e morena que nem tinha pensado em Dia das Mães quando senti a urgência de correr pra cá em plena madruga e fazer esse post em homenagem a ela. Bastou assistir o Jornal da Globo do lado dela que foi mais do que suficiente pra justificar o ato.
Assim, em homenagem à brilhante comunidade orkútica Minha Mãe é uma Comédia, e num raro post ilustrado (sendo o primeiríssimo fartamente ilustrado), seguem os comentários da mãe-coruja quanto às personalidades que se seguiam no noticiário-coruja da Vênus Platinada:
"Gente, ele não parece o marido da Cristina?"
(comparando o ministro das relações exteriores Celso Amorim com o marido de uma prima nossa; e mamãe é danada, porque parece mesmo)
"Dá uma vontade de puxar o nariz do Tony Blair..."
(fazendo gesto de quem puxa e torce, como se girasse um botão)
"O Evo Morales eu tinha vontade de passar a máquina zero nele."
(rindo pra mim em seguida)
"Cada vez mais asqueroso... tá precisando de um amor bandido."
(só minha mãe pra me fazer rir dessa figura nefasta, e olha que eu ri muito)
E finalmente, o primeiro comentário do noticiário, mas merecendo fechar com chave e medalha de ouro:
Mãe: Esse Bob Marley... as músicas dele parecem tanto as do Gilberto Gil.
Eu: Mas é, mãe.
Tia: Mas o Gilberto Gil fez versão pra música do Bob Marley.
Eu: "No Woman No Cry", mãe. A música é dele. O Gil só traduziu e...
Mãe: Ah! Tá explicado! Rá rá rá rá rá rá rá rá rá!!!
Eu: Rá rá rá rá rá rá rá rá rá rá rá rá rá rá rá rá!!!
Tia: (ri tanto que nem sai som)
Hay que endurecerse, pero sin perder la madre jamás. Love ya.
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Quarta-feira, Maio 10, 2006
CARA Z, ÁNGULO PREVENTIVO
GAS IMPERIAL
(Luiz Alberto Benevides, 9-10/5/06)
¡Ajá!, tu moral y buenas costumbres
Allá de Morales ya asustan "hermanos"
Pero oye tu, cuídate, no te acostumbres,
Aún en el aire hay americanos.
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Quinta-feira, Maio 04, 2006
LADO Z, ÂNGULO SINTÉTICO
" 'O PETRÓL'É NOSSO', mas 'O GÁS É DELES'!"
Só podia ser o meu irmão. :]
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Terça-feira, Maio 02, 2006
LADO Z, ÂNGULO PROMOCIONAL
GRANDE EMANUELE! Só podia ser mesmo leitora da Rita! Assassinou a charada ramiresca no primeiro tiro! Aguarde que vou passar pro seu e-mail o pedido do seu endereço físico pra te mandar um CD com uma penca de sucessos oitentistas, ouquei? Um cheiro pra todo mundo de Fortaleza e um abraço especial pro grande e doido poeta Fausto Nilo! E cuidado com os mórmons aí em Salt Lake City. Mórmon é mau, pega dez, pega geral. :)
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LADO Z, ÂNGULO FRATERNO (COM PROMOÇÃO NO FINAL!)
Eu tenho um irmão safra 78 que se chama Ramiro e é um gênio incompreendido. Pode ser mais mal-humorado que eu, ainda mais intolerante que eu e muito mais teimoso, se é que isso é possível. Mas - ou por isso mesmo - é um dos cérebros mais rápidos desse país, quiçá desse mundo, em termos de criar neologismos, neografismos, novas grafias e associações inesperadas de idéias. Digamos que se a minha genial obsessão literária Rita Apoena tivesse mais agressividade, menos paciência, mais acidez, menos discrição, e muita barba, seria o Ramiro.
Agradeço aos céus por ela não sê-lo. Mas agradeço na mesma intensidade por ele existir, e pela distância dele há quase três anos ter filtrado apenas a parte boa do nosso relacionamento - a qual com o correr do tempo cada vez ficava menor. O maior problema fraterno é justamente a obrigação da fraternidade. É ruim duas pessoas se suportarem durante vinte e cinco anos sem terem escolhido que iam se criar juntas, dividindo o mesmo espaço físico em que administrariam diferenças crescentes de personalidade. Principalmente quando a pessoa mais velha é contida e prende raiva por semanas, meses ou anos pra explodir aparentemente do nada como uma panela de pressão ( \o/ ) e a mais nova é despachada e geniosa, expressando tudo na hora pra não guardar nada de ruim - e por ser geniosa, tendo que se expressar com freqüência.
O fato é que conheço muita gente que só ganhou pai, mãe e irmãos que desejam ou merecem quando eles morreram. Porque a banda podre, ou zona de atrito que seja, é tão presente e auto-imposta que só o desaparecimento físico do outro parente torna possível selecionar o seu lado positivo. E o luto então marca a deixa de entrada da memória seletiva, escrava voluntária e necessária da disposição afetiva. Aquela disposição que ficava sempre guardada, represada pra existir e fazer gostar da pessoa viva, mas não conseguia porque tinha que se retrair nos momentos de agressão e conflito. Quando o parente morre, é o nocaute definitivo do adversário afetivo. E resta chorar de raiva e tristeza pelo trigo morto ter que apodrecer enrolado pelo joio ceifado.
Isso tudo pra ver se entra na cabeça de alguém, pelo menos de quem gasta seu tempo por aqui, que a distância permanente pode matar uma relação conjugal, mas ressuscita ou mantém viva muitas relações fraternas. Faz quase três anos que a gente trabalha na mesma empresa, fala dos mesmos problemas e soluções de trabalho, liga em vez de falar ao vivo, tecla em vez de disputar computador, e, aleluia gretchen, dorme sem depender do outro. Um dos dois já começou conquistando o direito de dividir quarto com alguém 1) que escolheu, 2) com quem dá pra fazer sexo e 3) juntar duas famílias em uma, começando com apenas dois indivíduos. E o outro dos dois, enquanto espera e procura, torce ainda mais pelo um e escreve.
Aliás, os dois escrevem. Se escrevem. Quase diariamente. Sempre com requintes irônicos de matar de inveja muito humorista por aí, mesmo quando a criatividade não impera. É uma pena que um quarto de século de convivência forçada tenha gerado um poço de dialetos que torna muitas das piadas próprias para consumo apenas dos dois. O que parece óbvio e compreensível pra dupla muitas vezes cai no abismo do "Hein?!" quando mostrado pra qualquer outro, a não ser a irmã (a terceira e última fluente no dialeto benevídico do Leme). Nem a mãe se salva. Há décadas ela não procura entender. Apenas sorri.
Zanzou por aqui Luiz com Z às 1:49 PM Clique aqui pra zumbir ou zurzir.
Portanto, em semi-auto-homenagem à época de aniversários dos dois, está lançado o desafio. A primeiríssima promoção do Lado Z!
O primeiro não-Benevides que acertar o nome do grande hit musical abaixo, grafado em dialeto ramiresco, ganha um divertidíssimo brinde-surpresa. E sim, amigos de infância, adolescência ou qualquer época podem participar, pois até eles costumam ter dificuldade.
Agora, atenção: máximo de TRÊS tentativas por pessoa, não simultâneas. Ou seja, tenta uma vez, e se errar, tem que esperar que eu anuncie o erro pra tentar a segunda, ouquei? Valendo!
...VLAAH AWÆH... ZGAALAHN BIDG'N VLA-AH! ...Doo AW'zu'GRIE-EEN Y'LAZ'dah BURIED VAAH BEHIN'!
Pra ficar mulêssa:
Dica 1: está escrito segundo a fonética inglesa (não adianta ler como se fosse português, que não vai dar certo).
Dica 2: é o refrão da música.
Zanzou por aqui Luiz com Z às 1:40 PM Clique aqui pra zumbir ou zurzir.
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