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Domingo, Julho 16, 2006
SIDE Z, FREAKING OUT
Eu sei que esse negócio de elogiar demais quem merece pode surtir o efeito contrário (tenho até que escrever um e-mail sobre isso com calma depois que voltar do Anima Mundi hoje). Bem, há dez minutos, eu treinei isso com um desconhecido total. Simplesmente elogiei rapidamente o sujeito e disse que minha irmã rolou de rir, que a sala de cinema toda rolou de rir com o desenho dele. E perguntei como eu posso conseguir o curta, recebendo a resposta de que o DVD só estará disponível em setembro.
Viu, Luiz? Não é tão difícil conter o entusiasmo por uma obra genial. Basta falar em tom de voz calmo e pausado, forçar um jeito blasé e passar o seu parabéns diretamente ao autor. Não precisa de grandes ações de comunicação. Basta um simples telefonema de três minutos.
Pra um celular em Londres*. #}
*Ver post abaixo.
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LADO Z, ÂNGULO A.M.
COMUNICADO IMPORTANTE
Informamos a todos os dezesseis (nessa época fico otimista) freqüentadores deste blog que o Lado Z, como de praxe em meados de julho, se mudou temporariamente para
Viu só como foram feitos um pro outro? Até o fundo da página é igual. :D Bem, a partir do dia 24/7, COMEÇO a TENTAR voltar a falar de qualquer outro assunto. Por enquanto, como diriam os Skrotinhos, não esperem rigorosamente NADRA* a não ser o resultado desses meus nove dias de garimpo na arte mais complexa/completa e menos devidamente reconhecida de todas as já criadas pelo homo sapiens sapiens.
Por enquanto, aí vão as dicas das duas maiores pepitas colhidas nesse sábado:
Mr. Schwartz, Mr. Hazen & Mr. Horlocker, segundo curta do genial alemão Stefan Mueller, de 32 anos. Valeu cada fração da pena de esperar terminar o curta pra ver que meu celular Vivo continuava justificando a marca da operadora após a queda de mais de três metros do vão da arquibancada em plena escuridão da Praça Animada, causando o primeiro acidente de risco patrimonial que eu enfrento em 13 anos do festival (e antes de me repreenderem, saibam que este cinéfilo nada mais fazia do que iluminar o cupom de votação e o bloco de notas de forma que nem a luz vazasse pra não atrapalhar a absorção da oitava arte pelos espectadores).
Rabbit, REVOLUCIONÁRIO trabalho de um sujeito que atende pelo nome de Run Wrake, cria do Animate! (e também responsável pela captação das imagens do show do U2 e Sir James Paul McCartney no histórico Live 8, uma semana antes do maldito atentado de 2005 em Londres). Quiçá pela primeira vez, uma animação é totalmente feita com base em desenhos pré-existentes de décadas atrás - no caso, as figuras bucólicas do Jeffrey Higham, ilustrador naïf de livros infantis ingleses dos anos 50.
Aqui cabe um parágrafo especial: pra quem não sabe, o Animate! é uma bolha de arte humanista e crítica comportamental na americanizada Inglaterra desse início de século XXI. O projeto é alimentado/nutrido/amamentado pelo Conselho Britânico em convênio/conluio/cópula com o Channel 4 da TV da terra dos Beatles. Em 2003, segundo denúncia/deduragem/defecação-no-ventilador feita no próprio Anima Mundi pelo bizarro/brilhante/bretão animador Phil Mulloy, estavam prestes a cancelar/cortar/capar o projeto (pra gente ver que não é só no Terceiro Mundo que a mediocridade galopa). Mas por sorte, a coisa reengrenou e pôde financiar essa jóia.
Segue um breve currículo de Wrake, feito pelo próprio:
More about this brilliant bloke here.
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Terça-feira, Julho 11, 2006
LADO Z, ÂNGULO TELESCÓPICO
21ST CENTURY JIM
(Luiz Alberto Benevides, July 11, 2006)
Jimmy looks at the stars
He can't fathom how far, but he tries
Jimmy looks up at Mars
He could just look down South, but he tries
Not to 'cause he knows that if he'd go
Look that way, the vertigo
Would lead to a spinning burst
Back in his old universe.
But since there's no up or down
For this whole stardust around
He can hold his goggles high
Or look through with just one eye
And he'll step strong, safe and sound
Because ether is his ground.
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Em marketing, tem um jargão engraçado que personaliza a empresa. Como se uma empresa aspirasse a ser outra. A empresa que a outra gostaria de ser se chama "benchmark". Eu graças aos céus (com trocadilho), nunca aspirei a ser nenhuma pessoa jurídica. Mas aspirar a ser uma pessoa física (com trocadilho) são outros quinhentos anos-luz (chega, chega, já saiu de controle). Mas nada disso, nem a rima involuntária, é importante. O que importa é que o Thiago é um benchmark ambulante.
Feliz quarto de século, meu sempre primo de consideração. :)
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Quinta-feira, Julho 06, 2006
A HONESTIDADE DOS GÊNIOS
O pior dos traumas de guerra é associar qualquer membro de determinada identidade nacional, cultural ou étnica a uma impressão negativa. Dizem que as olimpíadas foram inventadas pra substituir as guerras - o que faz crer que a copa do mundo, por conseqüência, também. De uma forma ou de outra, o que importa é esse trauma imbecil não se instalar.
Por isso, se o seu caso não for o de muita gente que eu conheço - que ou não agüenta mais ver nada de francês ou tem acesso bloqueado ao sagrado You Tube - seja generoso consigo mesmo. E confira no vídeo abaixo: é perfeitamente compatível ser gênio E honesto ao mesmo tempo, sem precisar viver de pênalti roubado.
Madames et monsieurs, Yann Tiersen. :)
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Segunda-feira, Julho 03, 2006
HÁ UMA GOTA DE SANGUE NO CARTÃO POSTAL
(Cacaso, 1975)
eu sou manhoso eu sou brasileiro
finjo que vou mas não vou minha janela é
a moldura do luar do sertão
a verde mata nos olhos verdes da mulata
sou brasileiro e manhoso por isso dentro
da noite e de meu quarto fico cismado na beira de um rio
na imensa solidão de latidos e araras
lívido
de medo e de amor
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1- Feliz do país letrado que conhece seus escritores pra que a auto-estima e identidade nacionais não dependam tanto dum tecnicozinho comprado pela Nike. Isso é o que eu mais invejo na França. Se bem que aí eu lembro do reflexo do racismo nos banlieues e repenso tudo.
2- Enquanto minha mãe continuar com sua parcialidade hilária e impropérios originalíssimos contra os adversários, a copa não terminará por aqui. :)
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