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{Segunda-feira, Fevereiro 26, 2007}


LADO Z, ÂNGULO RITUAL

Essa onda de responder a Rita tá pegando. Se eu fizer a terceira, vou criar uma série.

Nas paredes
(Rita Apoena, fevereiro de 2007, pós-carnaval)

Ao escrever nas paredes, uma lasca de massa fina caiu,
cortou o verso pela metade.
Não reclamei: minha parede sabe contar sílabas poéticas.



LITERATURA DE FICÇÃO
(Luiz com Z, 26/2/07)

Poesia é massa
Pra quem gosta de ler
Métrica é lasca
Pra quem ama escrever
Parede é limite
Para quem vive e morre
Amor, não grite
Mas ó, o defunto corre.

Zanzou por aqui Luiz com Z às 9:50 PM
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LADO Z, ÂNGULO RÉPTIL

Ela é uma das minhas escritoras preferidas e parece já ter se resignado a isso. Então, já que combinamos assim, diretamente de João Pessoa, cidade que pariu meu pai no estado que pariu a parideira dele e três dos meus quatro avós, lasco este diálogo literário, miscigenando o cordel à prosa naïve da minha amiga Rita Apoena.


JUDITH
(Rita Apoena, pós-carnaval de 2007, provavelmente dia 25)

Eu escrevo nas paredes e este é meu livro, dedicado à lagartixa Judith. Ontem mesmo, veio ler um pouco e ficou parada sobre a terceira estrofe. Camuflando-se, tomou as cores do arco-íris.


CONCRETISMO AO PÉ DIREITO DA LETRA
(Luiz com Z, 26/2/07)

Lagartixa trelosa Judith
Tem uns superpoderes do cão
Hora dessas, quer ou não acredite
Se transmuta em camaleão
E na pouca afeição ao papel
É pré-moldado seu cordel
Sempre começa com o pé-direito
E num desenho quase perfeito
Segue do rodapé até o teto
Completando o poema concreto.

Zanzou por aqui Luiz com Z às 2:14 PM
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{Quinta-feira, Fevereiro 22, 2007}


LADO Z, ÂNGULO CARNAVALESCO
(Diretamente de Olinda-PE)


"Atenção, muitatenção, ah... o meu premero compaque! Meus grandes sucess, bebe agualinha!

Bebe a..galinha, bebe a...galinha, riba o bico pra cima que vocês tudo são minha!"

"Quanto samo, samo sei, quanto samo, samo sei,
Cavalero da taba redonda aí tá junto com voceis.
Cavalero da taba redonda,
Nói vamo se manifestá,
Vamo dançá den do municipa-al,
E o nosso carnaval vamo pulá."

"Tá bebo na semana, tá bebo na semana,
Tu vai imbiritá pra lá.
Lá na cidade do Rio de Janeiro,
Só brinca o carnaval só quem tem dinhêro,
Quem não tem dinheiro morre sapecado,
Ou antão morre queimado é no candeêro.
Onde é isso?
É na cidade do Rio de Janêro!"


Quem não conhece Babau do Pandeiro não pode ter noção da complexidade poética do carnaval brasileiro.

Zanzou por aqui Luiz com Z às 6:59 PM
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{Sexta-feira, Fevereiro 02, 2007}


DOIS PRA ELA
(Luiz Alberto Benevides)





Valendo falado ou escrito
O nome ou boca que chamo
Por mais que eu repita 'te amo'
De ti vai ser mais bonito.
(18/1/07)




Levanta dessa cama
Acorda pra minha vida
Que o sonho, minha querida,
É inútil a quem já ama.
(30/1/07, 18:54)

Zanzou por aqui Luiz com Z às 12:17 AM
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