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{Sexta-feira, Fevereiro 06, 2009}



Tô chateado com o Fidel, sério. Será que ele não nota que é justamente o bloqueio econômico dos EUA a Cuba que tornam a ilha invulnerável ao modo de vida capitalista? Ou nota, mas usa isso como uma questão retórica pra reafirmar a vitimização de Cuba?

Acredito na segunda hipótese, claro. Idiotas só os tais dos cubanos-americanos, que como quaisquer fascistas não têm a visão liberal de que basta abrir as portas do mercado pra Cuba e a ilha, com demanda reprimida em todos os campos, naturalmente se reintegrará como satélite econômico dos Estados Unidos. Aprendi isso aos 9 anos no livro "Obelix & Cia.", obra-prima de Goscinny e Uderzo. Mas os Cuban-Americans fugiram das escolas gratuitas doutrinadas dos cubanos e foram pras escolas públicas doutrinadas de Miami, então ainda não passaram por esse degrau epistemológico.

Bem, a essa altura, desde que mantenham a saúde e a educação e a Faculdade de Cinema de San Antonio de Los Baños do jeito que estão, pra mim tudo é festa.


Fidel afirma que política de Obama para Cuba perde a 'virgindade'
6 Fev 2009, 6a., 8:46 AM


HAVANA (AFP) - O líder cubano Fidel Castro afirmou que a política do presidente Barack Obama para Cuba está perdendo a 'virgindade' quando ele demonstra que seu verdadeiro interesse são cubano-americanos que votam e não os habitantes da ilha.

"O chefe de gabinete da Casa Branca, Rahm Emanuel (...) disse aos jornalistas que o que interessa ao presidente Obama é a comunidade cubano-americana", afirma Fidel em um artigo curto publicado no site Cubadebate.

Fidel Castro, 82 anos, afastado há mais de dois anos do poder por uma crise de saúde, acrescenta: "Assim, mais cedo que tarde, vai perdendo a virgindade a política de Obama, pois os quase 12 milhões de cubanos que habitam a ilha não o interessam".

O texto prossegue com a recordação de que ao ser questionado pela imprensa sobre qual era o candidato de Obama em Cuba, Emanuel, "o homem mais próximo do presidente, não quis se aprofundar no tema".

"'Creio que quanto menos se diga sobre Cuba, melhor'", disse.

Fidel afirma que Emanuel garantiu que seriam autorizadas as viagens e o envio de remessas dos cubano-americanos à ilha, mas "do direito a viajar dos cidadãos americanos, nem o mencionou".

"Tampouco mereceram qualquer referência a Lei de Ajuste Cubano, nem o embargo", completou, a respeito da norma que concede residência automática aos cubanos que consigam chegar por qualquer meio aos Estados Unidos, o que Havana denuncia como estímulo à emigração ilegal.


Zanzou por aqui Luiz com Z às 11:31 AM
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